sábado, 18 de maio de 2013

Quase nada

Nada me nega
Nada me detem
Nada me tem
Nada me apega

Tenho nada
De nadica
De necas
Que te convém

Não me negas
Não te entregas
Não me pega
Não és refém

Não te enxergas
Não me enxerga
Se te cegas
Não me quer bem

Se não rega
Não me carrega
Que só o amor
Me diz a quem.



Eco Ego

Na boca
Ressoa
O eco
Do ego

Na toca
Escoa
A água
Da mágoa

Ecoa,
Magoa,
Retorna.

A boca
Entorna
A água
Na doca
Oca
Da alma

No Amargo
Amago
Do estômago
Engole
A (fome) prole
Do amor

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Bailarina

Na ponta dos pés
Ao pé da cama
Numa dança
Uma chama

Uma ama
Uma descoberta
O carinho
Tua coberta

Bailarina
Na ponta da cama
Os pés de menina
Uma dama

Descalça
Uma perdida
Uma louca
Despedida.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Quisera eu olhar pro sol
e dizer : - Bom dia!
Já viu a vida como vai sozinha
Sem ligar pras tuas auroras?
Já viu a rua vazia lá fora
A se iluminar sem pedir licença?
Violão

Sou como o violão. Em teus braços
Pequena, carente de abraços
Em noites vadias de cansaço
Em melodias em que desfaço
As melancolias de outros laços.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012


Não posso falar a verdade, é feia.
assumir que é vaidade, é teia
vontade de prender a
qualquer um que me queira.
Pelo ego carente,
pela boca sem dente,
que morde a própria mentira
e que não crê.
Tentativas inválidas de preencher
o vazio, o desejo, que é todo você.

domingo, 30 de setembro de 2012


À ti 36 versos castos

Tua carne albina
A noite escura
Cala e ilumina
Tua alma pura

Musa divina
Jorra ternura
Dos amores, a mina
Que a tudo cura

Vossa fresca boca
De seda vestida
Úmida doca
De fugir-me a vida

Juras de amor
Lábios de partida
Verdade calada
Nos ossos contida

Olhar esperto
Esquivo, que traga
A tudo aberto
Miragem vaga

Olhar perigo!
De me perder dentro mar
Seu colo o abrigo
Onde me encontrar

Macios seios
De cuidados fartos
Ventre de ancêios
De sadios partos

Vênus imaculada
De passagem alva
Sempre tão calada
Linda estrela- d´alva

Deusa, pétala de lis
Dime para onde corro
Um verbo! Foi por um tris 
Juro que quase morro
Do silêncio que tudo diz.