Custava nada, pobrezinha
Coitada da minha irmãzinha
Tão linda e pequenininha
Ela só não queria ficar sozinha
Enquanto eu só queria ficar sozinha
Debaixo do limoeiro a meditar
Custava nada,
Ela estava tão quietinha
Aprendendo a relaxar
Custava nada,
Pobrezinha
Eu deixar o amor entrar
E ouvir com a menininha
Toda aquela paz cantar
Paula RS Paula
sexta-feira, 4 de abril de 2014
O cobrador e o passageiro
-Cobrador, se me permite a criação dessa caixa de diálogo entre as partes que se movem...a gente não pode ficar tranquilo por aqui mesmo que seja um pouco?! Uma dificuldade de encontrar um lugar pra morar!
...Não me apresse, vou encontrar os papéis que nos correspondem...
Com os olhos da minha alma sei que está aqui comigo, mas no fundo a gente sempre espera em pouco mais.
Espaciais sempre , controversiais sempre! Amorosos nunca!
Cobrador, eu não tenho nada!!!
Tudo que me resta são dois conselhos pra lhe dar:
Cobre-se o senhor mesmo. Que não dá pra ficar esperando nada de ninguém não senhor! E lave bem suas cuecas! Eu mesmo já estou lavando minhas últimas, me considero despejado dessa injúria.
Paula RS Paula
-Cobrador, se me permite a criação dessa caixa de diálogo entre as partes que se movem...a gente não pode ficar tranquilo por aqui mesmo que seja um pouco?! Uma dificuldade de encontrar um lugar pra morar!
...Não me apresse, vou encontrar os papéis que nos correspondem...
Com os olhos da minha alma sei que está aqui comigo, mas no fundo a gente sempre espera em pouco mais.
Espaciais sempre , controversiais sempre! Amorosos nunca!
Cobrador, eu não tenho nada!!!
Tudo que me resta são dois conselhos pra lhe dar:
Cobre-se o senhor mesmo. Que não dá pra ficar esperando nada de ninguém não senhor! E lave bem suas cuecas! Eu mesmo já estou lavando minhas últimas, me considero despejado dessa injúria.
Paula RS Paula
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Em mim mora um ser que dança. Alguém paralisado.
Em mim mora algo que grita. Ser mudo.
Em mim mora alguem que respira. Um sufocado.
Em mim mora certa coisa que chora. Algo seco.
E nenhum desses sou eu, e nem a junção destas criaturas
Eu sou o cenário que comporta quem quer que tenha algo a dizer.
Eu sou o peito que abriga tudo em que haja sentimento
Eu não sou os personagens, sou o vento que espalha suas ideias
Sou a atriz que interpreta a si mesma e não se vê.
Em mim mora algo que grita. Ser mudo.
Em mim mora alguem que respira. Um sufocado.
Em mim mora certa coisa que chora. Algo seco.
E nenhum desses sou eu, e nem a junção destas criaturas
Eu sou o cenário que comporta quem quer que tenha algo a dizer.
Eu sou o peito que abriga tudo em que haja sentimento
Eu não sou os personagens, sou o vento que espalha suas ideias
Sou a atriz que interpreta a si mesma e não se vê.
Os poetas
Os poetas são o máximo.
Não é que tenham mais a dizer,
Ou que saibam coisas que ninguem sabe,
Ou que escrevam sentimentos inusitados,
Por que se o fizessem, niguem entenderia,
Não nos identificariamos, portanto não teria grassa.
Mas os poetas são o máximo.
Não é que tenham mais a dizer,
É que falam tão bonito!
Os poetas são o máximo.
Não é que tenham mais a dizer,
Ou que saibam coisas que ninguem sabe,
Ou que escrevam sentimentos inusitados,
Por que se o fizessem, niguem entenderia,
Não nos identificariamos, portanto não teria grassa.
Mas os poetas são o máximo.
Não é que tenham mais a dizer,
É que falam tão bonito!
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
Cartão de memória
Eu só queria te fazer uma música
com os nossos sons, nossas vozes
nossos estalos de beijos e choros
nossos risos e nossos gritos de horror
nossos sussurros de amor, nossa trilha
Nossas imitações de Gil e Caetano
Para afinar a interioridade, ou não.
Eu só queria te escrever um poema
Com nossas frases pequenas
Versos de um amor infinito
Pra eternizar nossas gírias
E tantas palavras inventadas
Nossos intertextos cinematográficos
Para ser ou não ser
mas pra crescer e ser muito só com você
e para ter todas as coisas só nossas
registradas num pedacinho de papel,ou um CD
assim esquecido na lembrança, na gaveta de cuecas
para que alguma futura namorada sua encontre
e morra de inveja de nós dois.
Ou só mesmo para não esquecer do inesquecível.
E para o que se jurou ser eterno nunca ter fim
Mesmo que já esteja tudo acabado.
Eu só queria te fazer uma música
com os nossos sons, nossas vozes
nossos estalos de beijos e choros
nossos risos e nossos gritos de horror
nossos sussurros de amor, nossa trilha
Nossas imitações de Gil e Caetano
Para afinar a interioridade, ou não.
Eu só queria te escrever um poema
Com nossas frases pequenas
Versos de um amor infinito
Pra eternizar nossas gírias
E tantas palavras inventadas
Nossos intertextos cinematográficos
Para ser ou não ser
mas pra crescer e ser muito só com você
e para ter todas as coisas só nossas
registradas num pedacinho de papel,ou um CD
assim esquecido na lembrança, na gaveta de cuecas
para que alguma futura namorada sua encontre
e morra de inveja de nós dois.
Ou só mesmo para não esquecer do inesquecível.
E para o que se jurou ser eterno nunca ter fim
Mesmo que já esteja tudo acabado.
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Um dia, em algum lugar, o homem se perguntou o que é o homem e o próprio homem respondeu:
O homem é algo minúsculo e infinito.
Por que o homem é o único ser que não sabe de absolutamente nada
mas em sua insignificância é capaz de dar sentido a tudo.
O homem é um ponto infinitesimal no universo, vagando perdido em sua convergência.
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
Eternizar o que há de bom.
Outro dia estava assistindo no youtube um programa chamado musicos de latinoamerica com o Gilberto Gil. Eu ando muito apreensiva. Ultimamente, toda a vez que vejo o Caetano ou o Gil fico mal pensando que eles logo vão morrer, fico torcendo que para que eles nos alegrem, complementem e surpreendam eternamente. Eles que já são a cara do Brasil, seria como perder um pedacinho de pátria, seria menos Bahia na minha essência paulistana. Precisamos congelá-los!
E quando o filho perguntar pro pai:
- o Gil onde é que tá?
E o avô para o bizavô:
-O Gil onde é que tá?
Ai que triste!!
Gente... imaginem Caetano Veloso em 2100, mais futurista do que nunca, numa arte pós-contemporânea, com carros voadores e inteligência artificial...
'' As coisas que ele dirá, fará, não sei dizer assim de modo explicito.''
Outro dia estava assistindo no youtube um programa chamado musicos de latinoamerica com o Gilberto Gil. Eu ando muito apreensiva. Ultimamente, toda a vez que vejo o Caetano ou o Gil fico mal pensando que eles logo vão morrer, fico torcendo que para que eles nos alegrem, complementem e surpreendam eternamente. Eles que já são a cara do Brasil, seria como perder um pedacinho de pátria, seria menos Bahia na minha essência paulistana. Precisamos congelá-los!
E quando o filho perguntar pro pai:
- o Gil onde é que tá?
E o avô para o bizavô:
-O Gil onde é que tá?
Ai que triste!!
Gente... imaginem Caetano Veloso em 2100, mais futurista do que nunca, numa arte pós-contemporânea, com carros voadores e inteligência artificial...
'' As coisas que ele dirá, fará, não sei dizer assim de modo explicito.''
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