segunda-feira, 1 de outubro de 2012


Não posso falar a verdade, é feia.
assumir que é vaidade, é teia
vontade de prender a
qualquer um que me queira.
Pelo ego carente,
pela boca sem dente,
que morde a própria mentira
e que não crê.
Tentativas inválidas de preencher
o vazio, o desejo, que é todo você.

domingo, 30 de setembro de 2012


À ti 36 versos castos

Tua carne albina
A noite escura
Cala e ilumina
Tua alma pura

Musa divina
Jorra ternura
Dos amores, a mina
Que a tudo cura

Vossa fresca boca
De seda vestida
Úmida doca
De fugir-me a vida

Juras de amor
Lábios de partida
Verdade calada
Nos ossos contida

Olhar esperto
Esquivo, que traga
A tudo aberto
Miragem vaga

Olhar perigo!
De me perder dentro mar
Seu colo o abrigo
Onde me encontrar

Macios seios
De cuidados fartos
Ventre de ancêios
De sadios partos

Vênus imaculada
De passagem alva
Sempre tão calada
Linda estrela- d´alva

Deusa, pétala de lis
Dime para onde corro
Um verbo! Foi por um tris 
Juro que quase morro
Do silêncio que tudo diz.
Inspiração

Eu gosto da página branca
Admiro suas mil possibilidades
Tem tudo e não tem nada, a página branca
Espero não preenchê-la com bobagens.

É um quadro abstrato
A carta de amor que chegou 10 anos atrasada
Um antigo retrato...
É o mais nada.

A página em branco
É um vazio aberto a tudo
Que nem o céu azul
Vou voar pro sul...

A margem , Á margem
De qualquer coisa que há de vir
No horizonte
No virar da próxima página.

Será?
Será que já está tudo escrito, guardado
Aguardando qualquer desocupado
Que queira revelar-lhe o universo?

O universo contido, oculto, em cada folha branca.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Na vida deixei de pular por medo de machucar só que não pular me doeu mais ainda. Vivi nada da vida mas na minha cabeça vivi o bastante para decidir isso.
Acho que quem é de capricórnio vem com uma maturidade natural, um Q de nasci sabendo. Como minha mãe diz as coisas não são como eu digo mas quando digo passam a ser.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Ao rei dos mares

Toda palavra proferida
Toda atitude tomada
Toda a minha vida
Essa imensa jornada

Por eu mesma feita
Nos milimétricos detalhes
Só pra ser a perfeita
Esposa do rei dos mares

Desbravador do mundo
Onda de sentimento
Vida no profundo
Grande casamento

Entre o céu e a terra
Numa fina ponte
Que nunca se encerra
É a linha do horizonte

Com lindos pássaros
Nas extremidades
Em voos raros
Rumo a felicidade

E nessa corda bamba
Equilibro minha existência
Levando neste samba
Esperança e experiência

Confiando no pirata
Rei dos sete mares
Dançando na mata
Doando magia aos ares

Eu sou a ninfa do amor
Sou do velho a lembrança
Do arco-íris cada cor
A ingenuidade da criança

Sou o ar que tudo move
E a caravela que você guia
Sou o amor que tudo envolve
Sou a tua estrela guia

Navio nada pra frente
Na bússola o norte é o destino
Seja passado, futuro ou presente
Você será sempre um menino

E depois da missa
Case-se em comunhão de bens
Receba a devoção submissa
E dá-me tudo que tens.


quinta-feira, 14 de abril de 2011

Geração Coca-Cola

Falarei sobre a geração coca-cola, da onde surgiu essa expressão e a que ela se refere.
A expressão surgiu a partir da música Geração Coca-cola de Renato Russo, vocalista do Legião Urbana. A música feita em 1985 retrata a juventude da época, seus pensamentos e o que esperam da futura geração.
Diz-se coca-cola, pois os E.U.A e seus produtos tinham e tem alto consumo no mercado brasileiro, assim como os fast foods e todo tipo de “lixo comercial, industrial” . Renato Russo faz uma crítica a esta cultura americanizada e ao governo opressivo ditatorial que “programava” seu povo a viver neste consumismo e sem palpitar, numa época em que o brasileiro não tinha voz.
Geração coca-cola traz a revolta e também a esperança nos jovens do novo milênio, mais conscientes, informados e engajados na política , “o futuro da nação.”
Renato Russo retratou uma época, mas sua música permanece atual , ainda somos a geração coca-cola, consumista e capitalista dos anos 80 com a deficiência maior de que desaprendemos a lutar pelos nossos direitos.“ Quem roubou nossa coragem?”.
O cantor acertou quanto a fazer comédia no cinema com as leis, podemos ver isso no filme Tropa de Elite, a milícia sendo desmascarada. Mas Renato talvez ficasse decepcionado em ver que os adolescentes de hoje perderam a voz mesmo tendo a sonhada liberdade de expressão. Hoje não se quer cantar os males, queremos tomar coca-cola. Não é assim que tem que ser?

quarta-feira, 30 de março de 2011

E este brilho Amada?
No fundo do teu olhar
Nos teus olhos antigos
De lua calada.

E esse brilho Amada?
Nos seus olhos escuros
Negros como a noite
Que me engole a alma
Fechada

E esse brilho, esse brilho
De mil estrelas
Num poço tão profundo
De sua existência
Brilho que me dá dormência
Na ponta dos pés

Amada, Amada
Esse brilho
Tão puro, tão seu, tão nosso
E cada vez mais meu.